E eu fui ver o Papa…

Não que eu estivesse muito empolgado com a idéia ou fizesse questão. Mas morar em Roma por 1 ano sem ver o Papa é como morar no Rio sem ser assaltado ou morar em São Paulo e não somar pelo menos 24 horas parado no trânsito. Então eu fui.

Um mooonte de gente. De todo o mundo. Era uma mistura de “cena de filme em que povos primitivos fazem rituais para a chegada de um deus” e um show de rock.

Telões, aparelhagem de som ultra-moderna, seguranças, bandeiras, cartazes, famílias de todos os tipos (menos as modernas, se é que vocês me entendem…), pessoas tocando instrumentos estranhos e vestidas com roupas estranhas típicas de seus países estranhos de meia dúzia de habitantes… uma grande zona na Praça São Pedro.

Eu achava que o Papa ia aparecer na janela da Basílica de São Pedro. Mas não, quando ouvi a galera gritando, pela primeira vez, era porque tinham extendido um tapete vermelho pra fora de uma janelinha lá longe, num prédio que fica já dentro dos muros do Vaticano, onde ele apareceria.

São momentos de espera com muita ansiedade e tensão no ar… Mas de repente, tcha-nam! Eis que o Papa aparece na sua janelinha-longínqua. E a galera vai ao delííírio! Os homens choram, as velhinhas desmaiam, as crianças ficam observando as pombas e reclamando de fome…

Primeiro ele faz um apelo geral. Sempre mete o dedo em alguma coisa da política internacional (opinião só ouvida pela Itália). Depois, reza com todo mundo junto. Foi muito interessante, porque cada um rezava na sua língua e mesmo assim parecia que todos diziam as mesmas palavras. Nanananaam, nanananaaaam, nanananaaa-aaaaannn…. aaaaaaaameeee-eeeeemmm…

Depois, o momento mais esperados por todos: o Papa cumprimenta a multidão em diversas línguas. E quando ele fala na sua língua, a idéia é fazer como se estivesse na platéia do Sílvio Santos e ele dissesse o nome da sua caravana:

Os brasileiros chacoalhavam a bandeira, e choravam, e gritavam… Afinal, era a primeira palavra que saia da boca do Papa que eles estavam entendendo desde que ele tinha começado a falar.

Aí ele vai embora e as pessoas saem caminhando pela Rua da Conciliação, uma rua contruída pelo fascismo para ressaltar a visão da faraônica Basília de São Pedro, enquanto as centenas de turistas pagam caríssimo por terços com imagens de igrejas romanas e fotos do Papa.

O que é um pontinho branco reluzente lá longe, pra quem todos olham? É um PapaStar! Rá!

O que é um pontinho branco reluzente lá longe, pra quem todos olham? É um PapaStar! Rá!

Muitas, muitas, muitas pessoas...

Muitas, muitas, muitas pessoas...

Programão de domingo da feliz familia croata.

Programão de domingo da feliz família croata.

PAPArazzis? Rá!

PAPArazzis? Rá!

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