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Giuda ballerino!

outubro 31, 2008

Esses dias atrás senti saudades de ler um quadrinho e comprei um X-Men qualquer na banca. Não entendi nada da história. O Dente-de-Sabre é filho do Wolverine, o Colosso morreu (ou não), a Tempestade tá louquinha, não dá pra entender se a Jean morreu ou acabou de nascer pela centésima nona vez… Os uniformes estão diferentes denovo, e eles ainda contam só um pedacinho de uma história na revistinha, que só vai continuar daqui há 2 meses. Fiquei puto. Joguei dinheiro fora.

Disse isso pra Elena, e ela retrucou: “mas por que então você não compra Dylan Dog? Não custa ‘uma lira’ e é bem mais legal”. Minha primeira pergunta, claro, foi: “mas qual é o poder do Dylan Dog?”. E ela: “Ele é inteligente e com um humor bem sarcástico”.

E depois da primeira revista com as histórias do cético detetive do sobrenatural, não consegui mais parar. As histórias são bem fechadas, sempre com um enredo bem traçado, links visuais, surpresas, personagens marcantes, lógica policial…

A cultura de HQs na Itália é forte o bastante para praticamente impedir gigantes como a Marvel e a DC de conseguirem um público representativo. As bancas aqui são repletas de Mickey (“Topolino”, que faz muito sucesso com as crianças), e dos diversos quadrinhos italianos que até pouco tempo atrás eu nunca tive a curiosidade de ler: Diabolik, Natan Never, Martin Mystère, Dylan Dog, Zagor, Corto Maltese, obras de Milo Manara e personagens mais novos, como Rat’Man e WITCH.

Os mais vendidos são as histórias de cowboy TEX e suas aventuras no Velho Oeste. Mas eu sou muito mais a mistura entre policial e sobrenatural de Dylan.

As histórias são sempre dramas que envolvem – ou não, como Dylan sempre tenta provas – fantasmas, monstros, zumbis, vampiros, lobisomens, extraterrestres, cientistas malucos e assassinos de todos os tipos. O quadrinho começou a ser feito em 1986, as histórias se passam em Londres e é impresso em preto e branco no papel-jornal. Os admiradores e fãs são muitos. Conheci uma garota aqui que coleciona desde pequena e tem todas as edições em casa – algumas até muito valiosas! Ela me deu duas revistas que tinha repitidas. Impressões originais (com o preço em lira)! Como diria Dylan, “Giuda Ballerino!”

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